Sabemos de uma coisa: se você é uma pessoa interessada em histórias em quadrinhos que fujam do óbvio – superheróis e autores consagrados no Brasil – você está perdido. Tudo bem, a coisa tem melhorado, mas ainda está longe de ser bom. É raro vermos autores desconhecidos dos brasileiros serem publicados, ou mesmo obras menos famosas dos grandes escritores. E a culpa é somente das editoras? A culpa é do mercado? A culpa é de tudo isso junto e muito mais. Contudo, não pretendo dissecar os possíveis problemas envolvendo as publicações de quadrinhos no cenário atual, mas focar no fato da compra em si.
Um ator pouco conhecido aqui no Brasil – talvez nem tão pouco assim – é Daniel Clowes.

Daniel Clowes
Dentre suas obras a mias famosa é sem dúvidas a Ghost World. Ghost World recebeu uma adaptação para o cinema a quase dez anos atrás, concorreu ao Oscar de melhor roteiro adaptado, e perdeu para o Um Mente Brilhante. Sim. Ele foi um dos companheiros de derrota junto com o Senhor dos Anéis naquele ano. E Ghost World foi publicado aqui? Até onde eu sei não. Contudo, Como uma luva de veludo moldada em ferro foi traduzido e publicado pela Conrad. Não que ela seja pior que Ghost World, muito pelo contrário, ela é muito interessante ao seu modo. Só que depois dela não vi mais nada do Daniel Clowes sendo publicado aqui no Brasil. Então só restam as originais, publicadas fora do país. Isso pode não ser um problema pra mim, mas quantas pessoas realmente dominam o inglês (ou até mesmo outra língua) e podem, ao ter contato com essas obras, captarem todas as nuânceas da língua pátria que montam todo o cenário da obra? Não apenas isso, mas dentre essas quantas podem comprar fora do país? Se elas não podem comprar vão recorrer à pirataria, aliás, como muitos fazem com quadrinhos populares? E quantas pessoas pirateiam Daniel Clowes? Mas estou à divagar…
Se escolhermos a primeira opção de contato com essas obras não publicadas aqui, teremos três possibilidades de acesso a elas: “traz pra mim!”, “me manda pelo correio” e lojas onlines. Já tive acesso a quadrinhos por essas três vias, mas claro, a última é a mais usual e nunca tive problemas até então. E realmente, comprar online oferece a oportunidade de entrar em contato com a obra de artistas que dificilmente teriamos contato diretamente aqui no Brasil. E isso realmente é muito bom. Até que você tenha algum inconveniente, como grandes atrasos ou problemas com a mercadoria.
Recentemente comprei uma coletânea de estórias do Daniel Clowes para mim e outra para uma amiga. E ainda pedi junto o suporte de livro autografado a mão pelo Daniel Clowes que estava sendo distribuído juntamente com essa obra. E após um atraso enorme na entrega, algo em torno de 24 dias (ao todo foram 48 dias de espera), a obra finalmente chegou. Obviamente durante a espera entrei em contato com a loja para avisá-los do atraso. E prontamente fui respondido que o atraso para encomendas no Brasil era algo comum, então, eu deveria esperar mais um pouco. Além disso eu poderia ter meu dinheiro devolta, pois, enviar uma nova encomenda estava fora de cogitação, já que era possível que a ela ou se perdesse como a primeira ou as duas chegassem. E esses problemas acontecem especificamente para o Brasil. Seria algo com a empresa responsável pelo translado Seatle > Brasil? Seria algo na nossa alfândega? Acho que nem especular dá. O que sei é que esse tipo de problema com atrasos e às vezes até estravio é bem comum com outras lojas também.
Mas não acabou: outro problema que ocorreu com essa encomenda foi que ela veio errada. Veio faltando uma das edições e não vieram os suportes (mas isso estava escrrito no site, que talvez não existissem mais suportes na data de envio. Okay. Aceitável.). O pedido levou 27 dias para ser entregue. Exatamente a mesma transportadora, a mesma loja, o mesmo endereço de entrega. Mas fica aquela sensação de que se elas tivessem sido compradas na loja aqui perto de casa, ou numa distribuidora nacional, nada disso teria acontecido, ou pelo menos os problemas com atrasos e erros teriam sido resolvidos em tempo bem mais hábil.
Esses pequenos problemas, mas que irritam muito, não fazem com que eu deixe de querer comprar mais hqs que não temos publicadas aqui. Mas fazem com que eu queira mais ainda que as editoras brasileiras deem atenção às editoras menores e aos autores não tão conhecidos aqui no país. Há muito o que ser falado sobre esse assunto – publicação, compra, venda, etc – e claro que não abordo nem um décimo do que há para ser dito sobre isso nesse pequeno artigo. Até uma próxima!
PS.: nunca lembro a editora que publicou o TP do Fell aqui no Brasil, mas parabéns! Já havia lido a obra original pelas edições avulsas, mas não esperava ver nem sinal dela aqui no país. E EU SEI que Fell já não é nenhuma novidade – nem a edição nacional. Tenho que dar o parabéns, também, à Cia. das Letras por ter trazido Umbigo sem fundo e Jimmy Corrigan (apesar de eu possuir o original).
Numa noite em 1971 um mochileiro inglês de 19 anos chamado Douglas Adams está bêbado e deitado em um campo em Innsbruck, Áustria. Carregava uma cópia emprestado do livro O Guia do Mochileiro da Europa, de Ken Welsh.
“…quando as estrelas surgiram me ocorreu que se ao menos alguém escrevesse um Guia do Mochileiro das Galáxias, eu ia correndo comprar um.”
Sete anos depois Douglas escreveria o guia ele mesmo.
Mesmo que essa seja a explicação oficial que Douglas sempre deu de como ele teve a ideia de sua famosa obra, ele já quase admitiu que isso provavelmente se deu porque era como ele se lembrava de ter contato pela primeira vez. É totalmente possível que isso de fato nunca tenha ocorrido.
A primeira série Radiofônica
Após ter tirado seu bacharel em Literatura Inglesa e ter atuado vários projetos de escrita e atuação, Douglas começou a trabalhar em uma série de comédia/ficção científica. Sua primeira ideia era de uma série chamada Ends of Earth, onde o planeta era destruído de várias maneiras. Assim que começou a escrevê-la, Douglas Adams introduziu um alien chamado Ford Prefect e imediatamente decidiu que ele deveria ser um pesquisador para um guia fictício, e assim renomeou a série para O Guia do Mochileiro das Galáxias.
O produtor do primeiro episódio, Simon Brett, deixou o cargo e foi substituido por Geoffrey Perkinns que disse:
“Douglas Adams sabia desde o início que ele queria fazer algo muito diferente com os efeitos sonoros do programa. Ele queria aplicar o tipo de técnica de produção usada em um, por exemplo, álbum do Pink Floyd para um programa de rádio.”
Douglas lembrava ter gasto semenas em um estúdio underground com Geoffrey e os engenheiros de som levando, às vezes, o tempo que normalmente se gastaria em uma série toda para se produzir um único efeito sonoro. Douglas mais tarde disse:
” … eu sinto que eu e as outras pessoas trabalhando nisso… todos nós criamos algo marcante para a época. Ou melhor, pareceu que estávamos totalmente loucos na época.”
Geoffrey Perkins comentou:
“Douglas se aprofundou nisso cheio de ideias, mas sem muita noção do que a estória seria. Ele estava escrevendo num modo quase ‘Dickensiano’ de episódios semanais sem saber ao certo como acabaria.”
A estória
O personagem principal é um inglês chamado Arthur Dent, que acorda numa manhã e descobre que sua casa está para ser demolida por um trator pela prefeitura (numa tradução livre de ‘concil’) para construir uma passagem. Contudo, seus problemas rapidamente aumentam quando ele descobre que a Terra toda está para ser demolida por aliens chamados Vogons, para dar passagem a uma rota expressa hiperespacial. Arthur consegue fugir com a ajuda de seu amigo Ford Prefect e logo acaba conhecendo o meio primo de Ford, o ex-presidente da galáxia de duas cabeças e três braços Zaphod Beeblebrox, bem como uma astrofísica chamada Trillian (ou Tricia McMillan), uma humana que deixou a Terra com Zaphod um pouco antes dos Vogons chegarem e um robô maníaco depressivo chamado Marvin – um protótipo da Sirius Cybernectis Corpotation com uma “Personalidade Humana Genuína”. Ford carregava consigo uma cópia eletrônica do O Guia do Mochileiro das Galáxias, que contém verbetes sobre tudo. Todos eles exploram o universo a bordo de uma nave roubada alimentada por um Gerador De Improbabilidade Infinita, aprendem a resposta para a vida, o universo, e tudo mais.
A importância das toalhas
Uma das coisas mais marcantes da estória é a importância das toalhas. A ideia, Douglas explicou, veio de uma temporada com amigos na Grécia:
“Eu estava de férias na Grécia com amigos uns anos atrás. Toda manhã eles tinham que sentar e esperar por mim porque eu não conseguia encontrar minha abençoada toalha… Eu cheguei a conclusão de que alguém bem disciplinado, alguém que fosse bem organizado, sempre saberia onde encontrar sua toalha.”
As transmissões
Haviam originalmente 6 episódios na série de rádio, transmitidos nos dias 8, 15, 22 e 23 de Março e 5 e 12 de Abril de 1978. John Lloyd co-escreveu os episódios 5 e 6. Mais tarde naquele ano, um sétimo episódio seria escrito e transmitido no dia 24 de Dezembro. O episódio acabou sendo conhecido como “O Episódio de Natal”, mesmo não tendo nenhuma referência ao Natal.
O elenco
* Simon Jones (Arthur Dent)
* Geoffrey McGiven (Ford Prefect)
* Mark Wing-Davey (Zaphod Beeblebrox)
* Susan Sheridan (Trillian)
* Stephen Moore (Marvin)
* Peter Jones (a voz do Guia)

Elenco original do rádio
Paddy Kingsland da BBC Radiophonic Workshop forneceu a trilha e os efeitos sonóros da série, incluindo a música tema, um retrabalho de The Journey of the Sorcerer dos The Eagles.
Os prêmios
A série cresceu rapidamente em popularidade. Ganhou três prêmiois: o Imperial Tobacco Award em 1978, o Sony Award em 1979 e o Society of Authors/Pye Awards Best Programme for Young People em 1980. Também foi o único programa de rádio a ser nomeado à um prêmio Hugo de ficção científica, em 1979, na categoria Dramatic Presentation.
O primeiro livro
Um editora inglesa, Pan Books, ficou interessada em publicar a série e propôs a Douglas Adams fazer a transição. Como muito escritores, ele sofreu de bloqueio criativo e considerou bem difícil continuar a escrevê-la:
“Depois de muita procrastinação e inventando desculpas e tomando banhos, eu consegui terminar dois terços do livro.”
O primeiro livro era uma versão estendida dos primeiros quatro episódios da série de rádio, apesar de que a estória divergia uma pouco da versão de rádio em números de lugares. Foi publicado em Setembro de 1979 e logo alcançou a primeira posição do Sunday Times no “mais vendidos”. Douglas Adams tinha apenas 27 anos na época.
Por volta de 1984, 1 milhão de cópias do livro tinham sido vendidas e um prêmio da editora, Golden Pan, foi dado à Douglas. O livro foi traduzido para diversas línguas: Holandês, Alemão, Hebreu, Finlandês, Francês, Sueco (n.e.: na fonte consultada não havia o Português. Creio que à data de publicação do livro essas foram as línguas que receberam versões do Guia). Em 1996, foi selecionado como o 24º (42 ao contrário, aproposito) livro da lista “Os cem maiores livros do século” compilada pela Waterstone’s Books/Channel Four.
A segunda série Radiofônica
No início do ano de 1980, Douglas criou outros 5 episódios, continuando de onde a série anterior havia parado. Elas foram transmitidas, novamente, pela BBC Radio 4, nos dias 13, 21, 22, 24 e 25 de Janeiro daquele ano. Diferentemente da primeira série, que não teve nenhuma publicidade, ela foi anunciada na capa da Radio Times. Apesar do nome, era incomum que uma série de rádio fosse promovida na capa da revista. O jornalista Nicholas Wroe escreveu que “…pode-se notar a mudança na vida de Douglas Adams através das suas séries. Enquanto a primeira tratava sobre piadas de pub e não tem dinheiro, a segunda tem mais piadas sobre restaurantes caros e contadores.
A primeira série terminou com os dois personagens principais (Arthur e Ford) presos na Terra pré histórica. Usando a toalha de Ford eles escapam e se juntam aos outros na nave. Os ouvintes descobrem o real motivo que levou a Terra a ser destruída, Zaphod descobre porque se convenceu de concorrer à presidência da Galáxia, e ele, Arthur e Ford conhecem o verdadeiro “chefe” do universo…
O segundo livro
Douglas escreveu o segundo livro intitulado O Restaurando No Fim do Universo, baseado em ambas as séries: 7, 8, 9, 10, 11, 12, 5 e 6 (nessa ordem), sendo publicado ao final de 1980. O título refere-se a um extravagante e caro (na série de rádio ele aparece no episódio 5) que eles visitam e onde assistem ao universo explodindo para seu deleite. A ideia veio de uma canção chamada Grand Hotel, por Procol Harum. O livro acaba com o grupo separando-se, e Ford e Artuhur presos na Terra pré histórica mais uma vez com um grupo de cabeleireiros rejeitados, consultores de investimento, sanitarizadores de telefone, etc, de um outro planeta (episódio seis na série de rádio). O livro foi tão bem sucedido quanto o primeiro, com Douglas recebendo o Golden Pan e sendo traduzido para outras línguas.
A série de TV

Marvin da série de TV
Em Janeiro de 1981, A BBC transmitiu uma mini série de seis capítulos baseada nos primeiros seis episódios da série de rádio. Alan Bell produziu enquanto John Lloyd foi o produtor associado. Alguns dos atores da versão radiofônica apareceram também na série de TV. Arthur Dent, Zaphod e a voz do Guia foram interpretados pelas mesmas pessoas. Houveram mudanças no resto do elenco e algumas adições:
* David Dixon (Ford Prefect)
* Sandra Dickinson (Trillian)
* David Learner (Marvin’s body5)
Também estrelou Richard Vernon como o arquiteto de planetas Slartibartfast, Peter Davison como o ‘o Prato do Dia’ e Douglas Adams como o homem que desiste da vida moderna e retorna para o mar. A trilha sonora foi novamente fornecida por Paddy Kingsland.
Prêmios
A série ganhou três BAFTA (British Association of Film and Television Arts) por Best TV Graphics (esse prêmio refere-se ao visual e disposição de informações gráficas no geral, não necessariamente efeito especiais), Best VTR Editing (Melhor Edição) e Best Sound (Melhor Som).
O terceiro livro
Em 1982, o terceiro livro de Douglas, A Vida, o Universo e Tudo Mais, foi simultaneamente publicado nos EUA e na Inglaterra. O livro é mais sobre Arthur e Ford, mas Zaphod, Trillian e Marvin aparecem também. O livro possui fortes referências ao cricket. No livro, Arthur e Ford escapam da terra pré-histórica pulando em um sofá Chesterfield que está passando e encontram seu amigo Slartibartfast, vice presidente da Campanha por Tempo Real. Eles viajam através do universo procurando por partes do Portão Wikkit para salvar o universo da destruição por robôs do planeta Krikkit. Ao final do ano o livro e os dois anteriores estavam todos na lista semanal de mais vendidos do New York Times e do Publisher. Douglas recebeu outro Golden Pan pelo livro e foi traduzido para seis línguas estrangeiras.
O Jogo de computador
O jogo seria lançado pela Infocom dois anos depois, sendo escrito por Douglas Adams e programado por Steve Meretzky. Vendeu 350.000 cópias e ganhou um prêmio da Thames TV no ano seguinte. Teve versões para várias plataformas, incluindo uma versão para o site da BBC Radio 4, vencedora de um BAFTA. Para saber mais sobre o jogo leia nosso pequeno artigo.
O Quarto Livro
Um quarto livro, Até mais, e Obrigado pelos Peixies, foi publicado em 1984. Com seu típico humor, Douglas ainda chamava a série de trilogia. Dessa vez, Arthur Dent chega a uma versão da Terra onde os golfinhos voltaram de uma dimensão parelela para substituir aquela que estava destruída. A maior parte do livro é sobre Arthur e seu relacionamento com sua nova namorada Fenchurch ao invés das loucas e divertidas aventuras intergalácticas dos livros anteriores. O livro termina com Arthur, Fenchurch, Ford e Marvin visitando outro planeta para ver a mensagem final de Deus a respeito de sua criação. Douglas escreveu o livro porque fora pedido. Alguns anos depois, contudo, ele disse:
“… pra dizer a verdade, eu realmente não deveria te-lo escrito, e eu senti isso enquanto o escrevia. Fiz o melhor que pude, mas não foi, você sabe, com alma.”
O quinto livro
Douglas tirou umas férias da sua série mais famosa para trabalhar em outras coisas, mas eventualmente escreveria um quinto livro da “trilogia”, Praticamente Inofenciva, publicada em 1992. Nele temos duas versões da Trillian: uma vivendo na Terra numa realidade alternativa e uma onde ela trabalha como um repórter galática viajante do tempo. Arthur vaga perdido pelo universo até fixar-se em um planeta para fazer sanduíches, apenas para ser confrontado por uma filha que ele não sabia que tinha. Enquanto isso, Ford tenta impedir que os Vogons usem uma versão corrompida do Guia para destruir todas as versões paralelas da Terra através das dimensões. O livro tem um final triste. Douglas disse:
“… é um livro desolado. A razão é bem simples – eu estava tendo um péssimo ano, por todos os tipos de razões pessoais que não quero entrar…”
O Website
Em 1999 The Digital Village, uma compania co-fundado por Douglas para explorar as possibilidades da então emergente Nova Mídia, criou o site h2g2. O foco era criar uma versão na vida real do Guia. Em Fevereiro de 2001, eles passaram o controle do h2g2 para a BBC. Pessoas de todo o mundo podem se cadastrar como “Pesquisadores” e escrever pequenos artigos (“Entries”) em diferentes tópicos. Exemplos de tópicos existentes são: ‘Etiqueta para Espectadores de Xadrez’, ‘Mau de uma perspectiva Ocidental’, ‘Alaskan Fish Plants’ e ‘Como o Sabão Funciona’.
O Filme
Uma mídia na qual o Guia lutou para se materializar foi em filme. Douglas Adams viajou para Los Angeles em 1983 para escrever um roteiro para um filme baseado no primeiro livro, mas a negociação fracassou em se tornar uma produção. Ele escreveu várias versões do roteiro ao longo dos anos, discutiu o projeto com um bom número de pessoas de Hollywood incluindo o diretor de Caça-Fantasmas Ivan Reitman, e tentou com muito esforço fazer com que ele fosse produzido, mas sem sucesso. Ele se mudou para Santa Barbara com a família em 1999 e estava trabalhando no projeto até sua morte. Ele uma vez comparou o processo de ter um filme produzido em Hollywood com “tentar grelhar um bife através da sucessão de pessoas entrando em uma sala e dando uma baforda nele.” Contudo, seu ex-agente Ed Victor disse:
“Ironicamente, desde a morte de Douglas as coisas começaram a melhorar para o filme porque um monte de pessoas como eu decidiram que esse filme deve ser feito em uma espécie de homenagem a ele”.
Acabou que essa declaração foi a faísca para a produção do filme, lançado em 2005. Com o material de Douglas e Karey Kirkpatrick e dirigido por Garth Jennings, o filme seguia de maneira “mais solta” o enredo do primeiro livro, com adições e adaptações que se esperaria de um roteiro de DNA. Ele continha alguns nomes famosos no elenco, como Martin Freeman (Arthur), Sam Rockwell (Zaphod) e Zooey Deschanel (Trillian).
A opinião dos fãs ficou dividida – alguns disseram que houve uma perda da “fagulha de Douglas”; outros pensaram que as mudanças condiziam com o espírito do original. Foi nomeado a seis prêmios, vencendo o Most Original do Golden Trailer Award (que premia treilers, posters e publicidade em geral ligada ao cinema).
A fase Tertiary (Terciária), Quandary (Perplexidade) e Quintessential Phases (Quintessencial)
Em Setembro de 2004, a BBC Radio 4 foi anfitriã de uma nova série, 25 anos depois da original ter sido transmitida. Estrelando boa parte do elenco original, mas com Willian Franklyn substituindo Peter Jones como a Voz do Livro, a série adaptou material dos livros remanecentes e foi produzida e dirigida por Dirk Maggs. Após o sucesso da Tertiary phase, the Quandary e Quintessential, baseadas nos livros remanescentes, foram transmitidas em 2005.
O Livro Final – Eoin Colfer
And Another Thing - Eoin Colfer

Em 2009, outro capítulo na história do Guia foi criado – outro romance h2g2. Dessa vez, contudo, não fora escrito por Douglas e sim por um autor infantil Irlandês, Eoin Colfer, a pedido do testamento de Adams. Houveram opiniões divergentes entre os fãs se era bom ter mais aventuras com os personagens, ou se eles deveriam descansar em paz após o final de Praticamente Inofensiva. Ainda assim, muitos gostaram, apesar de que era bem claro de que não fora escrito por DNA.
“E Another Thing não sofre tanto por não ter sido escrito por Douglas Adams. Ele tem suas fraquesas, mas eles são superados pelas qualidades de Eoin Colfer. Esse é um livro bem escrito com um enredo bem amarrado que usa os personagens de Adams brilhantemente.” – h2g2 Researcher Psycorp, escrevendo para o The Post.
Popularidade
Até hoje, mais de 15 milhões de cópias dos livros de Douglas, incluindo a trilogia de cinco livros e cinco livros não relacionados ao Guia. Versões do Guia apareceram em diferentes formatos: álbums, um livro dos roteiros do rádio, adaptações para o teatro, cassetes lidas por Stephen Moore e Douglas Adams, CDs, vídeos e DVDs do programa de TV, quadrinhos (incluindo versões eletrônicas) pela DC Comics e até toalhas de banho.
Quando perguntado por um fã clube a respeito do grande apelo da série do Guia, Douglas disse:
“Bem, não sei. Tudo o que sei é que eu trabalhei muito em cima disso… eu suspeito que a quantidade de pessoas que gostaram dele não deixa de estar relacionada com a quantidade de esforço que coloquei nele.”
Fã de longa data, James Cullen, disse: “o Guia do Mochileiro entrou na conciência coletiva’. O que mais lhe agradou no livro foi “o uso da linguagem para permitir a estranheza parecer quase que possível e plausível. Havia um grande senso que era baseado em um real entendimento da física.”
Tributo
DNA

Douglas Adams morreu no dia 11 de Maio de 2001, após um ataque do coração fulminante. Tinha 49 anos e deixou esposa e uma filha. Conforme a notícia foi se espalhando pelo mundo, milhares de pessoas postaram mensagens em tributo a Adams no fórum oficial em seu site, no espaço pessoal dele no h2g2 e em vários outros sites, listas, newsletters, jornais e revistas. Fã sugeriram que um dia deveria ser declarado como o Dia da Tolha, em sua homenagem. O dia escolhido foi 25 de Maio, de forma arbitrari – não tendo nada a ver com o dia do Orgulho Nerd. Festas em memória de Douglas foram realizadas em diferentes países: Australia, Áustria, Brasil, Canadá, República Tcheca, Finlândia, Alemanha, Hungria, México, Países Baixos, Noruega, África do Sul, Suécia, Suíça, Reino Unido e EUA.
Douglas estava trabalhando em um romance quando morreu, provisoriamente entitulado The Salmon Doubt. Ele originalmente intencionava que fosse uma paródia aos livros de detetive, mas achou que não estava funcionando e considerou usar o material como um sexto livro da série do Guia. Isso nunca ira acontecer. Contudo, alguns dos amigos de Douglas e associados reuniram um livro intitulado The Salmon Doubt que fora publicado em 2002 como um tributo póstomo. Ele contém uma biografia, discursos e artigos escritor por Douglas sobre diversos temas, um conto que ele escreveu sobre Zaphod e alguns rascunhos do material do romance.
Curiosidades sobre Douglas Adams – http://domo.gd/5WwHC
Douglas Adams – http://domo.gd/RHUqc
O jogo – http://domo.gd/z7ykl
O Filme (uma não crítica) – http://domo.gd/gaDyO
Fonte:
h2g2 – http://www.bbc.co.uk/dna/h2g2/A943184
O poster
Não me lembro a primeira vez que ouvi falar de Guia do Mochileiro da Galáxias. Acho que foi uma pequena nota sobre o filme que ainda estava em pré produção na época e do que se tratava a trama – obviamente, mencionava ser uma adaptação. Me interessei por ambos e depois não ouviria mais falar do filme ou do livro.
Um dia, conversando com um colega de colégio sobre quadrinhos acabamos caindo no papo de livros e descobri que ele gostava e tinha o livro do Guia. Obviamente, pedi emprestado e que retornaria em duas semanas no máximo. Mas ele nunca me emprestou, sempre me enrolava. Até que a irmã dele falou “é mais fácil você comprar um do que conseguir emprestado com ele”. Mais ou menos no mesmo período, um dia qualquer numa loja de quadrinhos aqui da cidade, conversando com uma cliente, ela disse que se eu gostava de Discworld iria gostar bastante de O Guia. Foi o que me fez ter certeza de que deveria comprá-lo o quão antes. E comprei-o. Bem no início de 2005, antes da estreia do filme – meu livro não tem a capa do filme.
Li o livro. Gostei. Muito. E criei uma expectativa enorme em volta dele. Narrado por ,a href=”http://www.imdb.com/name/nm0000410/”>Stephen Fry, com dois dos meu atores preferidos na época, Mos Def e Sam Rockwel, Alan Rickman fazendo a voz do Marvin e com a Zooey Deschanel, por quem eu tinha um fictício e platônico tombo desde o clipe de She Got Issues do Offspring. O mínimo que eu esperava era um filme divertido.
Por causa de alguns infortúnios, acabei assistindo-o sozinho no meio da semana. Fui assisti-lo numa tarde de Terça-Feira, por volta das 14:30, com um ingresso que ganhei numa promoção de uma extinta TV por Satélite. Não haviam muitas pessoas na seção, mas também não estava vazia. Quando o filme começou eu gelei: uma narração em português? Má que?? Dublado? Felizmente, era só a narração – feita por José Wilker. Pena! Não iria escutar a narração do Fry, mas a feita por Wilker foi boa o bastante. Méritos. Contudo, o que me deixou muito seguro de que o filme seria no mínimo aceitável foram os letreiros onde pude ler “Douglas Adams” entre os créditos de roteiro.
O filme correu muito bem para mim. Humor como esperado, cenas clássicas do livro (eu realmente não esperava que fossem incluir a cena da cachalote), piadas em que você já sabe qual é a “punch line”, mas ri do mesmo jeito, e algumas mudanças que você gostou e outras que nem tanto – o que me lembra que um canal imbecil de TV fez um especial sobre o filme e colocou uma das melhores cenas do filme nesse especial, logo, a cena não teve a mínima graça quando vi, fazendo com que desde então eu não veja teasers, especiais, trailers ou qualquer coisa – já que quem edita esses programas parece ter orgasmos colocando spoilers e ou as melhores cenas dos filmes em questão.
Bom, como gostar ou desgostar das alterações já é mais para o gosto pessoal vou dizer do que não gostei: não gostei muito da forma como eles resolvem o problema em que se encontravam no final da trama. A solução do livro é bem mais divertida e inesperada. Fora isso, as outras mudanças não chegaram a me desagradar a ponto de eu torcer o nariz. Então, no fim das contas acabou sendo uma das melhores adaptações que já assisti.
Também assisti ao DVD do filme e posso dizer que os extras (incluindo o filme comentado) são suficientes pra agradar iniciados e não iniciados. Há muita informação interessante de pré-produção e curiosidades que aconteceram ao longo das filmagens, e você percebe como a participação do autor foi importante para o desenvolvimento do projeto. Se você já viu o filme e/ou leu o livro vale pelos extras. Se você não viu nem leu, mas gosta de humor inglês (lembrando que humor inglês não é sinônimo de Mr. Bean) ou um humor mais inteligente (odeio essa expressão), vale a pena.
Mas há uma particularidade com relação a esse filme: é um caso extremo de ame-ou-odeie. Conheço muitas pessoas que nunca tinham lido o livro e amaram o filme e correram para comprar o livro. E muitas pessoas que nunca tinha lido o livro e odiaram o filme, achando um dos filmes mais sem graças e chatos que já viram. E obviamente, fãs que detestaram a adaptação, achando que ficou bem aquém do livro, mas também de fãs que acharam que o filme fez jus ao nome. Então, que fiquem avisados!
Leia também
Curiosidades sobre Douglas Adams – http://domo.gd/5WwHC
Douglas Adams – http://domo.gd/RHUqc
O jogo – http://domo.gd/z7ykl
O Guia do Mochileiro das Galáxias – http://domo.gd/5WwHC

Douglas Nöel Adams
Douglas Nöel Adams foi um escritor Terráqueo, inglês de Cambridge, nascido no dia 11 de Março de 1952 e morto aos 49 anos, no dia 11 de Maio de 2001. Sua obra mais conhecida é O Guia do Mochileiro das Galáxias, uma trilogia de 5 livros que nem todos sabem começou sua tragetória de conquista do universo como uma rádio novela para a emissora pública britânica BBC, em 1978. Posteriormente, sua obra ganharia adaptações para a TV, computadores (com jogos interativos) e um filme. Graças ao seus trabalhos na rádio, sua contribuição é comemorada no corredor da fama da The Radio Academy.
Outras obras do autor incluem Dirk Gently’s Holistic Detective Agency (1987) e The Long Dark Tea-Time of The Soul (1988), foi co-autor de The Meaning of Liff (1993) e Last Chance To See (1990). Douglas Adams também chegou a escrever 3 episódios para a série Doctor Who durante a fase com Tom Barke. Nessa época ele co-escreveu City Of Death, The Pirate Planet e o inacabado Shada. Há também uma série póstoma com estória inacabadas entitulada The Salmon of Doubt (2002).
Quando criança, Douglas Adams era considerado um pouco lento e estranho; ?? e demorando a aprender a falar. Douglas frequentou a escola de Brentwood em Essex, durante o período de 1959 a 1970, sendo que nesta época ele se interessava mais pelas ciências do que elas artes. A primeira vez em que pensou realmente em escrever foi aos 10, quando teve nota 10 em 10 em uma redação na aula de Frank Harolds (tuchar link), que acredita-se ter sido a primeira e última vez que o professor deu nota máxima para alguém. Sua primeira publicação foi aos 11, quando teve um conto publicado no anuário da Eagle, que era um semanário de quadrinhos. O conto falava sobre um homem que perdia a memória.
Seu sucesso como escritor continuou ao ganhar uma bolsa de estudos em línguas na St. Johns College, em Cambridge, por seu ensaio sobre o revival de poesia religiosa. Ao ingressar em St. Johns, ele tentou se unir ao grupo Footlights, um grupo de comédia da faculdade. Sem sucesso, acabou se juntanto ao grupo CULES (Cambridge University Light Entertainment Society).
Enquanto cursava a faculdade e até mesmo antes de ingressar em Cambridge, Douglas Adams havia decidido viajar para Istambul e Europa (“mochilando”, pegando carona). Para levantar os fundos dessa empreitada, trabalhou limpando galinheiros, contruindo celeiros e como carregador de suprimentos no departamento de raio-x do hospital de Yovil.
Durante o segundo período (nota: como em “term”) ele se juntou ao Footlights com o suporte de Simon Jones, que fora ‘amigável e prestativo, tudo o que os outros não foram, um sujeito realmente bacana”. Contudo, suas ideias não era aceitas pelo resto do grupo, o que levou Douglas Adams a formar o grupo Adams-Smith-Adams. Eles alugaram um teatro por uma semana e com seu grupo teve um relativo primeiro sucesso. Em 1974, Douglas Adams formou-se em Cambridge com um BA em Literatura Inglesa decidido a se tornar um escritor.
Ao longo dos próximos anos ele trabalharia com vários comediantes hoje famosos (pelo menos naquela ilha chamada Inglaterra). Levou Griff Ryhs Jones para a comédia e dirigiu A Kick in The Stalls, que veria a chamar a atenção de Graham Chapman. Adams e Chapman viriam a trabalhar juntos no programa de TV Out of The Trees. Basicamente, o programa consistia de um homem pegando uma flor, um gest singelo que encadeia uma série de eventos: reclamação policial, o corpo de bombeiros surge, o exercito e assim sucessivamente, até que a terra explode (não culpem os Vogons. Ainda.). Douglas teve vários trabalho, dentro dos quais sketches enviadas para The Burkiss Way, The Weekeding e Monty Python e o Circo Voador (MP’s Flying Circus, antes que a Inquisição Espanhola apareça) .
Contudo, houve um período onde Douglas Adams não teve sustentação para seu trabalho, especialmente pela natureza descompromissada deste, já que era um terráqueo que tentava adaptar o mundo a sua comédia e não o inverso. Assim, lutava contra a comédia de sketch tradicional do rádio. E mesmo com a ajuda de amigos como John Lloyd, Douglas Adams se viu obrigado a morar com a mãe e a se meter em mais uma série de empregos formadores de carácter, como segurança da família governante do Qatar. Acho que agora é um bom momento para comentar que Douglas Adams era um sujeito que aos 12 anos de idade tinha por volta de 1.96m, inclusive sendo dito por ele mesmo que nessa época era comum dizerem “Me encontra debaixo do Adams” ao invés de, por exemplo, “Me encontra debaixo do relógio”.
Foi nesse período que ele saiu do rádio para escrever para a TV. Seu trabalho foi como roteirista do Doctor Who, ajudando a escrever alguns episódios como City Of Death, considerado amplamente como o melhor episódio de Dr. Who, The Pirate Planet e Shada. Esse último nunca chegou a ser televisionado devido a uma greve na BBC e um terço do episódio nunca chegou a ser filmado. Douglas Adams chegou a trabalhar de novo com Tom Barker em 1990 no documentário Hyperland.
Durante a época em que trabalhou nos roteiros de Dr. Who é que o Guia do Mochileiro das Galáxias foi aprovado pela BBC, sendo transmitido pela BBC Radio 4 como uma série, em Março de 1978, e novamente em 2004. O Guia foi também transformado numa trilogia de cinco livros, uma série para TV, um jogo interativo para computadores, fitas cassetes, CDs, vinis, adaptações pare teatro e um longa. Dizem que a idéia por trás do Guia surgiu numa noite em 1971, quando aos 19 anos o mochileiro Douglas Adams, embreagado, deitou na grama em uma cidade da Áustria, provavelmente Innbruck. Carregando uma cópia do Guia do Mochileiro da Europa de Ken Welsh pensou “…e quando as estrelas surgiram me ocorreu que se ao menos alguém escrevesse uma Guia do Mochileiro das Galáxias, então eu ia correndo comprar um.” Sete anos depois, ele próprio o teria escrito.
Em seu formato original, O Guia do Mochileiro das Galáxias em seu formato original para o rádio, era a estória da demolição da Terra e as subsequentes aventuras dos pouquíssimos sobreviventes e aqueles que eles conhecem no caminho. Foi a introdução de personagens como Marvin, o androide paraóico e depressivo, uma raça de alienígenas que constróis planetas, o peixe Babel, as excelências do chá (piada de inglês), e obviamnente, a reposta para a vida, o universo e tudo mais.
Uma coisa que Douglas Adams amava eram deadlines (ou prazos, como queiram). Ele dizia “Eu amo prazos. Amo o barulho de vento que fazem ao passarem.”. Outras publicações e trabalhos de Douglas Adams incluem dois romances Dirk Gently, Dirk Gently’s Holistic Detective Agency e The Long Dark Tea-Time of The Soul. Gently (nome real Svlad Cjelli) é um detetive que possui contas extremamente cara como um produto direto de sua crença na ” ‘interconectividademento’ das coisas” (nota: interconnectedness). The Salmon of Doubt foi um terceiro romance da série iniciado por Douglas, mas nunca terminado, em partes, por um bloqueio artístico.
Entre outras obras, The Meaning of Liff e The Deeper Meaning of Liff são dois livros quasi-reference que Douglas escreveu junto com John Lloyd, onde em sua versão na língua inglesa, nomes de cidades foram usados como verbos – Plymouth significa “relatar uma história a alguém sem antes se dar conta que foi ela quem te disse isso.”. Os dois também trabalharam juntos bem no início da rádio novela do Guia do Mochileiro quando escreveram dois episódios para a série infatil animada Doctor Snuggles.
Sendo um ambientalista avido, Douglas Adams participou da produção de do documentário Last Chance to See (sobre especies ameaçadas de extinção), coescrevendo-o com o zoologista Mark Cawardine em 1990. Promoveu, também, os trabalhos das fundações Save The Rhino e Dian Fossey Gorilla Foundation. É interessante apontar que para promover Save The Rhino uma pequena escalada ao Kilimajaro foi realizada, onde uma fantasia de rinoceronte seria usada em turnos pelas pessoas que participava da escalada. Admas usou-a na viagem até a montanha.
Entusiasta tecnológico, o mochileiro em questão comprou seu primeiro computador em 1982 “Era um processador de textos Nexus que era horrivelmente caro para os padrões de hoje e provavelmente menos poderoso que as calculadores que você ganha nos saldões de Natal.”. Mais tarde ele se tornaria um enorme fã dos computadores Apple, o bastante que o consideratam um de seus evangelistas técnicos, e o usuaram em materiais promocionais. Douglas viria usar Apple-Mac laptops para criar um vídeo musical estrelando sua filha Polly, e muito frequentement expressava seu amor por todas as coisas tecnológicas.
Ele foi o fundador-diretor e Chefe Fantasia da The Digital Village (nota: Chief Fantasist), uma empresa ligada a mídia digital e a Internet com a qual ele criou o h2g2 e o CD-ROM de 1998 Starship Titanic, que venceu um Codie Award e foi nomeado para o BAFTA. h2g2 foi originalmente lançado em 1999 sendo integrado a bbc.co.uk em 2001 com Douglas como desenvolvedor/pesquisador (nota: researcher) do site. Em 2005 com o lançamento das versões para PDA e telefones móveis, o site atingiu o seu objetivo de um guia de mão, sempre crescendo através de seus usuário, guia para a vida, o universo e tudo mais. Douglas amava a Intenert, vendo vantagens e desvantagens nessa nova mída:
“Ela possui [sic]… maravilhosa rapidez de reações, que te poupam um enorme tempo, com o qual você então gasta errando[4] através toneladas de coisas inúteis”.
Por volta de 2000 Douglas terminaria seu últmo rascunho do que poderia vir a ser o roteiro final do filme do Guia. O roteiro havia avançado bastante, tendo novos personagens e plots. Douglas Adams estave sempre pronto a reinventar as estórias do Guia do Mochileiro ao longo de suas várias encarnações, e apesar de a maioria das pessoas terem gostado dos novos elementos, parte dos elementos estruturais continuava sem solução. Por causa da frustração dele com tais problemas, o projeto se estagnaria denovo e meses se passariam.
E então na manhã de 11 de Maio de 2001, Douglas foi a academia local para se exercitar. Eles estava caminahndo na esteira quando decidiu fazer a parte aeróbica. Depois da aeróbica era hora de um pouco de musculação. Primeiro foram dores no estômago, e Douglas deitou-se no banco. Quando seu treinador se virou para pegar sua toalha, e ao virar-se novamente para entregar para Douglas, ele cai do banco, sofrendo um ataque do coração fulminante. Todas as tentativas de reanimá-lo foram mal sucedidas.
Douglas deixou tristes e chorosos uma filha de seis anos, Polly, sua esposa Jane, sua mãe Jan Thrift e incontáveis amigos, familiáres e incontáveis fãs por todo o mundo. Descobriu-se depois que Douglas tinha um estreitamento das artérias em seu coração, uma condição dificílima de se detectar, assim como arritima no batimento, que usualmente é benígna. Esses dois fatores contribuiram para a atemporal morte de Douglas na tenra idade de 49.
Ele foi cremado junto com sua toalha (isso não é piada) as 7:30GMT, no dia 16 de Maio de 2001 em Santa Bárbara, EUA, onde vivia com sua família desde de 1999. Incontáveis fãs nesse dia saudaram Douglas Adams com um drink a essa hora, fosse com uma caneca de chá ou o mais perto que poderiam chegar de um Dinamite Pangaláctica. Sua esposa e filha voltaram para Londres, junta de seus gatos. Em Maio de 2002 as cinzas de Douglas foram enterradas em uma cerimônia privada em Highate Cemetery (East), em Londres (plot: Square 74, Plot 52377), onde um memorial reside.
Ordem das homenagens prestadas a Douglas:
* Música: The Schubler Chorals – Johann Sebastian Bach
* Sue Adams (irmão), Jane Garnier (irmã), James Thrift (irmão)
* Mary Allen (velha amiga que o apresentou a sua esposa no início dos anos 80)
* Música: The Marriage of Figaro – Wolfgang Amadeus Mozart
* Simon Jones (O ator original de Arthur Dent)
* Terry Jones (amigo, do Monty Python)
* Música: I Wannabe (A Rockstar) – Margo Buchanan
* Michael Nesmith (amigo, um dos The Monkees)
* Chris Ogle (amigo e vizinho em Santa Bárbara)
* Música: Imagine – John Lennon
* Música: Hey Jude – The Beatles
* Música: Drive My Car – The Beatles
* Música: Paperback Writer – The Beatles
Leia também:
Fatos inusitados que você talvez gostaria de saber – http://domo.gd/5WwHC
O jogo – http://domo.gd/z7ykl
O Guia do Mochileiro das Galáxias – http://domo.gd/5WwHC
O filme – http://domo.gd/gaDyO
Fontes:
BBC/DNA – H2G2: http://www.bbc.co.uk/dna/h2g2/A3790659
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Douglas_Adams
O editor dele dos EUA estava insatisfeito com a presença da palavra “fuck” na série do Guia do Mochileiro. Para sanar o problema ele simplesmente mudou-a para “Bélgica” (Belgium em Inglês).
Douglas se apresentou algumas vezes com a banda composta somente por autores The Rock Bottom Remainders, com membros como Amy Tan, Stephen King e Dave Barry.
Os agradecimentos a Douglas no álbum The Division Bell do Pink Floys se deve ao fato de ele ter sugerido o nome do álbum. A frase vem da música “High Hopes”.
Douglas Adams já tentou escalar o Kilimanjaro em trajes de rinoceronte:
“Eu sou grande demais para isso e minhas pernas destoam absurdamente muito na parte de baixo, de um jeito que pareço mais um ‘giant prawn tempura’ do que um rinoceronte. Dentro da roupa, o calor e o fedor de suor de desodorante vencido é quase opressor antes das coisas realmente começarem.”
Douglas era um adepto das guitarras feitas para canhotos, e no seu aniversário de 42 anos ganhou de presente de Dave Gilmour (guitarrista do Pink Floyd, pra quem não sabe) entrar no palco da banda durante a apresentação deles na Earl’s Court, em Londres, na frente do que ele estimou em 30 mil pessoas. Douglas executou a guitarra base de “Brain Damage” do álbum Dark Side of The Moon.
Em 1999, Douglas Adams e sua família foram de férias para Barbados no início daquele ano. E o seguinte aconteceu:
“Nós estavamos em Barbados. Na segunda noite a pousada que tinhamos alugado foi assaltada (ele enterraram um poste longo atravessando o portão de fora para alcançarem as chaves). Eles passaram por dentro do nosso quarto. As pessoas nos disseram depois que se tivéssemos acordado e então visto eles nós provavelmente teriamos sido baledos.”
Os autores favoritos de Douglas Adams eram: Charles Dickens, Jane Austen, Kurt Vonnegut, PG Wodehouse and Ruth Rendell.
Amigo de Douglas Adams, o ator Stephen Fry foi o primeiro a prestar uma homenagem no site oficial de Douglas Adams quando ele morreu. Fry escreveu:
“Oh Douglas — seus amigos não sabem o que pensar ou dizer. Você deixou a festa muito, muito, cedo. Todos aqueles que te conheciam — e isso incluem os milhões que nunca te encontraram — te amaram. Não consigo pensar em mais nada para escrever. Com amor, Stephen.”
Os pais de Douglas estavam completamente ignorantes que suas iniciais se tornariam a forma abrevidada do Ácido Desoxirribonucleico (em inglês – Deoxyribonucleic Acid: DNA), já que ela fora descoberta 1 ano depois do nascimento dele, na universidade de Cambridge.
Todo dia 25 de Maio é celebrado do Dia da Toalha em reconhecimento a Douglas, a humildade toalha e seus vários usos.
Douglas teve algumas aparições na TV ao longo de sua curta vida, incluindo como o cirurgião na sketch que nunca começa do Monty Python (um biscoito pra quem descobrir o número do episódio), um homem nu retornando ao mar na série de TV do Guia do Mochileiro, e em vários momentos do filme de 2005.
O líder do Pink Floyd Dave Gilmour escreveu um tributo no site do Douglas Adams em sua homenagem:
“Cedo demais, é de fato. O mundo sentirá sua falta. Fico feliz que você tenha aproveitado sua genialidade sendo apreciada. Seu amigo e Fan, Dave.”
O número 42 não tinha nenhum outro significado em sua vida fora que era sua idade quando sua filha Polly nasceu.
Quando fãs reconheciam Douglas nas ruas ele sempre ficava muito surpreso. A vez que mais o surpreendeu foi quando ele estava a 10mil pés de altura em um vôo entre Nanjing e Wuhan na China, quando foi abordado por um fã querendo um autógrafo.
Quando vivia em Santa Barbara, Douglas e sua família eram vizinhos de John Cleese. Mas não de porta – John Cleese comprou a casa ao lado da sua para poder vendê-la para pessoas com qualificações adequadas para serem suas vizinhas.
A agência espacial Minor Planet Center nomeou um asteróide Arthurdent, coincidentemente aunciando seus planos no dia da morte de Douglas. Em Janeiro de 2005, o asteróide providencilamente nomeado 2001 DA42, foi renomeado ‘Douglasadams’.
Entre alguns fãs Douglas Adams era conhecido como Bob Ad devido a sua incompreensível assinatura.

Douglas Adams – http://domo.gd/RHUqc
O Guia do Mochileiro das Galáxias – http://domo.gd/5WwHC
O filme – http://domo.gd/gaDyO
Fontes:
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Douglas_Adams
BBC/DNA – H2G2: http://www.bbc.co.uk/dna/h2g2/A3790659
Dois anos após o terceiro livro, em 1984, Infocom lançaria sua “ficção interativa” ( a estória é narrada para você e conforme as situações são construídas você interage com ela a partir de palavras, ações, digitadas em um campo de texto. Os eventos são desencadeados de acordo com suas decisões). Ele foi escrito em um arquivo de dados que podia ser lido por um interpretador. Diversos interpretadores foram escritos para variados compuradores: Acorn, Commodore, Amiga, Amstrad CPC, Apple II, Atari 8-bit, Atari ST, IBM-PC (DOS, OS/2 e Windows), sistemas UNIX, Macintosh, TI-99/4A, TRS-80, TRS-80 CoCo, GameBoy. Mais recentemente versões para navegadores (uma Java e outra em Flash) foram criadas.
Como não podia deixar de ser diferente, a caixa trazia o amigável e já conhecido “Não entre em Pânico”. O jogo foi escrito por Douglas Adams em parceria com Steve Meretzky. Após extensa pesquisa (realisada em pubs) Douglas Adams desenvolveu a ideia e o fluxo de jogo( os quebra-cabeças envolvendo a poesia Vogon, a Besta Buglatter de Traal, as fugas espaciais microscópicas). Steve, que na época já havia trabalhado em outros títulos conhecidos da Infocom foi o programador responsável em transformas as ideias de Adams em jogo. Foi o primeiro jogo da companhia baseado em um romance e teve sucesso, vendendo 350.000 cópias e vencendo um prêmio da Thames TV em 1985. Recentemente em comemoração aos 20 anos do jogo, a BBC Radio 4 fez uma edição especial vencedora de um BAFTA que pode ser jogada pelo navegador.
Por ser baseado em um livro já conhecido e ser um jogo de interação textual pode parecer estranho dizer que seu nível de dificuldade do jogo era bem elevado, contudo, pode apostar que não é um jogo muito fácil. Você não tem muito tempo para tomar suas ações e uma ação errada pode levar ao fim do jogo. O jogo começa com você no papel de Arthur Dent acordando momentos antes de um trator chegar para derrubar sua casa. Ao longo jogo o enredo se diferencia do livro e o jogador pode assumir o papel de outros personagens. Por causa disso o jogo exige um alto senso de pensamento lateral. De forma resumida, pensamento lateral é uma forma de se procurar por soluções usando métodos não ortodoxos ou com o uso de elementos que normalmente seriam ignorados num raciocínio lógico.
Existem versões “cinzas” (abandonwares) disponíveis na internet. Se estiverem curiosos para jogarem a versão clássica fiquem a vontade em buscar por vocês mesmos. Contudo, a versão do site da Radio 4 oferece o mesmo jogo e mesmo sendo baseado em navegador permite que você salve seu progresso, isto é, sem sofrimento para configurar seu emulador de Commodore 64. Há, ainda, um remake em produção pela DN Games que está adaptando a aventura original para uma versão point-and-click.
Leia também
Fatos inusitados que você talvez gostaria de saber – http://domo.gd/5WwHC
Douglas Adams – http://domo.gd/RHUqc
O Guia do Mochileiro das Galáxias – http://domo.gd/5WwHC
O filme – http://domo.gd/gaDyO
Fontes:
mobygames – http://www.mobygames.com/game/c64/hitchhikers-guide-to-the-galaxy
h2g2 – http://www.bbc.co.uk/dna/h2g2/A943184
Manual do Jogo
Wikipedia – The_Hitchhiker’s Guide to the Galaxy Computer Game
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